Neanderthal Report – Semana 1

Prometi que dava novidades sobre o meu regresso às cavernas. Não está a ser fácil, mas aqui vai o ‘report’.

Dia 1

Drama. Horror. Fome, muita fome.

Senti-me uma toxicodependente em ressaca. Faltaram-me os doces. Faltou-me o pão. Sonhei com comida. Nem os ovos mexidos ao pequeno-almoço me salvaram. Mas sobrevivi a uma noite de cinema sem pipocas – troquei-as por uma maçã verde, o que é praticamente igual (estou a ser irónica).

Motivação: 20%

Dificuldade: máxima

Craving:  Tudo o que é proibido

Cheat of the day: banana; ameixas secas.

 

Dia 2

Menos mal. Só alguma dificuldade em adaptar-me a esta nova realidade. Primeiras provações superadas. Resisti à vontade incontrolável de abrir o frigorífico a cada cinco minutos. Talvez o facto de a balança ter começado a dar sinais de estar a ceder tenha ajudado. À noite, fomos jantar fora. Descobri que é possível viver sem comida processada. Só dá trabalho a explicar nos restaurantes. Com esforço, consegui não estragar tudo, o que já não é mau. Fiquei a ressacar o pão das entradas e uns papos de anjo com gelado à sobremesa.

Motivação: 80%

Dificuldade: média

Craving: pão; doces; coca-cola.

Cheat of the day: –

Resultados: 1,2 quilos a menos (!)

 

Dia 3

Vai sendo mais fácil. Mas os doces continuam a pesar. Depois de seis quilómetros de corrida, apeteceu-me comer um leitão inteiro. E uma pavlova de praliné. Em vez disso, ataquei umas tâmaras à noite e ainda hoje estou arrependida. Tirando isso, tudo na mesma.

Motivação: 60%

Dificuldade: média alta

Craving: doces

Cheat of the day: tâmaras; iogurte grego.

Resultados: –

 

Dia 4

O primeiro dia de trabalho pós-fim-de-semana de estreia paleo era o mais temido. Como resistir às intermináveis bolachas que se escondem pela redacção? Aos ocasionais bolos que são enviados por marcas que celebram aniversários? À doçaria regional  – e por isso entende-se uma miríade de croissants com chocolate, croquetes do Califa, pastéis de Belém, gelados do Santini, biscoitos Hungaros e bolos de chocolate Landeau – com que o editor de Desporto às vezes (quase todos os dias) brinda os seus co-workers? Foi preciso muita força mental, acreditem. Daqui dá para ter a noção do meu vício, alimentado há anos por família, amigos e colegas de trabalho. Tive de abrir o jogo e contar à minha equipa que desci ao período paleolítico, o que ainda rendeu umas boas gargalhadas.

Motivação: 70%

Dificuldade: alta

Craving: doces

Cheat of the day: iogurte grego mas dos verdadeiros, sem natas. Uma trabalheira para encontrar no ECI.

Resultados: –

 

Dia 5

O tempo ajudou-me, presenteou-me com uma virose/gripe/amigdalite/tosse cavernosa. Além dos arrepios de frio e da febre, tenho náuseas o que é espectacular para manter o meu regime à homem do Neanderthal. Comi pouco e fiz as pazes com a balança.

Motivação: 90%

Dificuldade: Baixa

Craving: –

Cheat of the day: –

Resultados: 2,1 quilos de perda total. 🙂

 

Dia 6

A balança parou de me favorecer. Já não é minha amiga… Terá sido por ter perdido a cabeça no buffet do Ritz? Eu avisei… ai os almoços de trabalho…! Mas um dia não são dias e amanhã estarei de volta ao paleolítico com energia renovada.

Motivação: 40%

Dificuldade: média

Craving: bolo rei (e eu até nem gosto de bolo rei…)

Cheat of the day: todo um buffet delicioso, das entradas às sobremesas a transbordar do prato.

Resultados: não me pesei para não me assustar.

 

Hoje é o sétimo dia. Vamos lá!

Ao terceiro dia, primeiros resultados.
Ao terceiro dia, primeiros resultados.

Artigos Relacionados

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *