Este é para os chocoólicos, anónimos ou não

Parece obsessão, eu sei. Mas se há dia para falar de chocolate, esse dia é hoje. Até porque amanhã foi-se. Acabou. Parece que são os suíços e os austríacos os maiores consumidores de chocolate no mundo. Claramente que quando recolheram estas informações não me conheciam (nem ao meu marido chococompulsivo). Gostava de fazer as contas a quantos quilos de chocolate se comem nesta casa anualmente. E daí talvez não gostasse de ver a minha (nossa) gula quantificada num número absoluto…

Como bons viciados que somos, por aqui, levanta-se um par de meias numa gaveta e descobre-se uma tablete. Abre-se o armário da roupa de cama e caem sacos de amêndoas de chocolate. Há esconderijos nos lugares mais insuspeitos. E se, por acaso, o stock acaba, seja a que horas for, é certo que um de nós se mete no carro e fará quilómetros para reabastecer.

A parte boa é que o gosto vai apurando e já não é qualquer sucedâneo de culinária que passa neste crivo. Estamos cada vez mais chocogourmets – hoje estou farta de inventar palavras – e, felizmente, nenhum destes chocolatiers fica na vizinhança, senão já rebolávamos no éden da obesidade. Resta-nos comer com os olhos e babar com as propostas de Páscoa da La Maison du Chocolat, da Pierre Hermé, da Chocolate Society e da Artisan du Chocolat.

Chocolate Society3

Menos original nas suas escolhas, a Chocolate Society apostou no design e criou para esta quadra os “Grooved Eggs”, com três tipos de chocolate – branco, de leite e preto -, mantendo à venda os “Coconut” (na imagem em cima), chocolate com coco por dentro, os bestseller do ano passado.

Pierre Hermé1

Já Pierre Hermé, um dos chocolatiers que gosto de visitar em Paris – tem uns macarons deliciosos, muito originais, e não tem as filas intermináveis da LaDurée – arriscou tudo nesta galinha (acima, na foto) de chocolate de leite com 45% de cacau recheada com pequenos ovos de chocolate, praliné, avelãs e outras maravilhas.

Artisan du Chocolat3

A Artisan du Chocolat é uma das minhas preferidas, simplesmente porque ao chocolate junta outro dos meus ingredientes preferidos: o caramelo. Os chocolates ex-libris da casa são os bombons de caramelo salgado, que foram criados em 2002 para o menu do chef Gordon Ramsay no Claridge’s. Uma concha de chocolate estaladiço acolhe o recheio de caramelo líquido temperado com sal manufacturado na ilha Noirmoutier. Delicioso e de babar, como na foto acima.

Outra característica desta maison britânica é o facto de podermos fazer com ela um contrato de fornecimento de chocolates – tem o título sugestivo de Cocoa Rehab – de três, seis ou 12 meses. Poupava-me uns bons quilómetros e é uma ideia gira para presentear alguém assumidamente chocoholico.

O #1 do top vai para a Maison du Chocolat. Nada como um chef francês para dar glamour à Páscoa e Nicolas Cloiseau elevou a noção de chocolate de época festiva a um novo patamar ao criar para a casa maletier francesa Moynat réplicas das limousines, as malas côncavas míticas da marca, em chocolate (na imagem de destaque). Cloiseau chegou ao detalhe de apresentar no chocolate os detalhes do couro, a patine da cor, as ferragens, o grão… Verdadeiras obras de arte que se podem comprar – e saborear – na loja da Rue du Faubourg de Saint-Honoré.

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