Testing 1,2,3 – Hermès Le Jardin de Monsieur Li

Ando doida com este perfume. Desde que fui à apresentação dele, num restaurante chinês maravilhoso – o Dinastia Tang, na Rua do Açúcar – que não me canso de o usar. Há uns tempos a Ana Garcia Martins (de quem gosto muito e que foi uma querida em ter-se lembrado de mim), do blog “A Pipoca Mais Doce”, fez-me um quiz sobre as minhas escolhas de beleza e moda. A primeira pergunta era sobre o perfume da minha vida e eu confessei-lhe que não tenho um perfume da vida, que não consigo ser fiel a apenas um, que intercalo os perfumes uns nos outros apesar de ter um Top 5 a que regresso sempre. Mas este Le Jardin de Monsieur Li, que a Hermès lançou em Março, tem fortes possibilidades de: 1. destronar algum dos cinco que compõem o top; 2. fazer de mim uma mulher fiel a um perfume.

O Monsieur Li é o quinto elemento da família de jardins que Jean-Claude Ellena criou, em 2003, para a Hermès. Ao Un Jardin en Méditerranée desse ano que consagrou Ellena como perfumista da Hermès, juntaram-se, em 2005 Un Jardin sur le Nil, em 2008 Un Jardin après la Mousson e, em 2011 Un Jardin sur le Toit. Cada um deles dedicado a ao tema anual da marca: Mediterrâneo; rio; Índia; artesão contemporâneo e, este ano, Oriente.

Depois de viajar, em estudo, até à China, ver todos os jardins e mais alguns, bebendo-lhes a linguagem, o simbolismo, a alma, Ellena voltou para França onde criou o seu jardim. O quinto, inspirado nos lagos, no cheiro do jasmim, nas ameixoeiras, nos kumquats, nos bambus, um somatório dos outros quatro. Chamou-lhe Le Jardin de Monsieur Li porque os jardins chineses permanecem inacabados até receberem um nome e porque achou que, neste seu jardim, cada um de nós podia “encontrar um refúgio, um lugar onde o repouso, o trabalho e a vida são um só”. Eu encontrei.

Le Jardin de Monsieu Li

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