A melhor sobremesa do ano

… esconde-se no Petit Palais do Olivier. Se eu tivesse de morrer por um pecado mortal, ele seria a gula. É um problema que tenho. Uma patologia tão grave que quando como fora, decido a refeição com base na sobremesa. Não consigo dispensar uma… Hoje, quando fui conhecer o Petit Palais, o restaurante-bar que o Olivier abriu – finalmente, depois de embargos e meses de obras – descobri mais uma boa razão para lá voltar. Não será só por causa da decoração original (não se pode perder a casa de banho das senhoras, onde os lavatórios estão embutidos numa mesa de bilhar) e over-the-top ao estilo da corte de Maria Antonieta; ou do espaço exterior cheio de potencialidades; ou do twist que o Olivier dá sempre aos seus espaços; ou por causa da simpatia do Tiago, o mordomo que nos recebe; ou ainda pela restante carta do restaurante, que tem as criações deliciosas do chef francês Bechir Kabtni. Vou voltar por causa de uma sobremesa sublime que provei, o “macaron com creme de lichias e framboesas”, assinada pela mulher do chef, a pasteleira Julie. A mistura de texturas com o creme perfumado das lichias, as framboesas a cortarem o doce… enfim. Não há descrição possível. Há-que provar. E repetir.

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