Vamos lá voltar a pôr a vodka no mapa

O motorista veio buscar-me a casa ao anoitecer. Ainda tentei esquivar-me – “mas eu levo o carro para todo o lado, adoro conduzir” – mas a marca insistiu. Mais tarde descobriria porquê. Deixou-me à porta do Ritz Four Seasons Hotel pouco passava das 8. Despedi-me dizendo que não demoraria muito – afinal era dia de semana. Já dentro do hotel, fui conduzida ao local do crime: o lindíssimo Salão Nobre. Sala escolhida pela Pernod Ricard para organizar o vodka party mais exclusivo do ano. Vodka, sim, que saudades! Já são anos e anos de moda de gin. No início era novidade. Copos enormes, que mais parecem baldes. Quilos (litros?) de gelo a flutuar. O ritual de medir a quantidade de gin, a colher torcida para que a água tónica escorra sem perder o gás, a escolha dos botânicos e a fruta certos para cada tipo de gin. Pepino para o Hendricks; manga e pimenta preta para o Gin Mare; anis e alcaçuz para o Buldog; laranja para o Bombay Saphire… e por aí fora. Já todos sabemos como se faz o gin perfeito. Tanto que já começa a enjoar.

O jantar começou com a actuação da cantora Sofia Escobar.
O jantar começou com a actuação da cantora Sofia Escobar.

O convite para o jantar da Absolut Elyx, uma vodka tão suave que a apelidam de liquid silk (seda líquida), calhou que nem ginjas. Chega da ditadura do gin! No foyer que antecedia o Salão Nobre, multiplicavam-se os empregados a passar com bandejas de Elyx (que quer dizer luxo em sueco) pura. Os convidados, tal como eu, não se fizeram rogados e aproveitaram para matar saudades desta bebida destilada que andou afastada da ribalta.

A ideia de Jean-François Collobert, Managing Director da Pernod Ricard Portugal, ao organizar este jantar era reunir personalidades de várias áreas: das artes, da moda e da cultura. Tudo em torno da vodka mais exclusiva do mundo, completamente feita à mão, numa coluna de alambique de cobre de 1929 (o cobre tem uma função purificadora importante no processo de destilação e podemos vê-lo na imagem abaixo), com técnicas artesanais passadas de geração em geração, em pequenas quantidades, a partir de colheitas de Inverno de trigo sueco.

jantar absolut elyx-7

A conversa estava óptima, foi como um reencontro de velhos amigos, tudo muito bem regado. Aos poucos, a visão foi-se tornando mais turva. Todos os convidados já me pareciam lindos de morrer e a vida, uma alegria sem fim. Quando finalmente me sentei à mesa – um espanto de mesa, única, com metros e metros, tipo última ceia, a sentar perto de cem convidados – o sorriso já não se me descolava da cara. E nem imaginava o que ainda estava para vir. Numa olhadela rápida à ementa, percebi que me aguardava um jantar de oito pratos. Todos eles devidamente acompanhados de um cocktail de Absolut Elyx exclusivamente criado para este evento. Assegurei-me de que havia pão por perto. Já estávamos em tempo de descontos, era preciso preparar o estômago para o embate. E o meu vinha bem vazio, depois de um dia de azáfama pós-fecho.

O primeiro brinde da noite fez-se depois da actuação da cantora Sofia Escobar, em copos de cobre e um shot de Absolut Elyx puro. Ahhhh! Aquele calorzinho pela garganta abaixo… Perfeito a acompanhar a primeira criação gastronómica do chef Pascal Meynard da noite: uma noz de caviar. Lembro-me de pensar que os russos é que a sabem toda. A ligação dos dois é do além.

Rita Ibérico Nogueira
A foto à chegada, antes da overdose de vodka

Os  Brass Wires Orchestra actuavam freneticamente no palco, à velocidade a que os pratos – e a vodka – se sucediam. Ostras. Foie gras. Lavagante. E outras coisas a que perdi a conta, porque cada cocktail era melhor que o anterior e as minhas reacções estavam reduzidas a meros monossílabos enfeitados de gargalhadas. Levantar-me da mesa, esse carrossel mágico em rotação acelerada, era um exercício de coordenação cerebral extremo. Caminhar (a direito), então, uma operação digna de uma medalha olímpica. Lembro-me de ver pessoas a dançar. Lembro-me de tirar selfies com estranhos. Lembro-me de achar que com o meu hálito alcoólico poderia exterminar raças de insectos. Lembro-me vagamente de ligar ao meu motorista e cambalear até ao carro. chegei a cazza sã i salva, inda bein que avia motorizzta, agora perssssebi a in… in… insssistençia. Uffff, e fui dormrrzzzzzzzz.

P.S.: A parte mais espectacular disto tudo foi que, na manhã seguinte acordei sem ressaca. Nada como consumir – mesmo que em excesso – bebidas de qualidade! Obrigada à Absolut Elyx pelo magnífico jantar. Uma experiência difícil de igualar.

E ainda trouxe uma destas para casa, para poder repetir a experiência.
E ainda trouxe uma destas para casa, para poder repetir a experiência.

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