Em maus lençóis

Pânico! Horror! O algodão egípcio está em vias de extinção. O Rolls Royce da roupa de cama está agora ameaçado e dormir nunca mais será igual. E de quem é a culpa? Da economia, claro.

Desde a Primavera Árabe de 2011 que o Egipto se debate com problemas de défice orçamental (também tu, Cairo?) e tem vindo a cortar nos subsídios governamentais. Nomeadamente a alguns sectores da economia, como o do cultivo do algodão (porque como é caro e premium e só 3% da população mundial o consome). Desde o reinado da Rainha Victoria que o algodão egípcio ombreia com as pirâmides como símbolos da nação egípcia. O algodão cultivado no delta do Nilo é o mais suave, o mais resistente e também o mais caro do mundo. Ele é o preferido das marcas de luxo e podemos encontrá-lo a forrar as camas king size dos hotéis Westin e nas camisas da Hugo Boss. Mas, ao contrário das pirâmides, o algodão deixou de ser rentável e a concorrência americana também não ajuda… Por isso, os agricultores egípcios estão a abandonar os campos de algodão e a trocá-los pelo cultivo de cereais.

Entramos definitivamente na era polyester chinês. Da fibra sintética que faz comichões. 🙁

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