Tic-tac, tic-tac, o tempo está a passar…

Mesmo de férias, uma mulher não pára. Aqui está a minha crónica de ontem nas páginas de opinião do Diário Económico. O tema? Desta vez é a Justiça.

Um longo ano depois de rebentar o escândalo BES, Ricardo Salgado, a jóia da coroa das famílias de banqueiros, foi constituído arguido. Está preso em casa, suspeito de crimes de colarinho tão branco como aqueles que usava nos tempos em que, ainda como Dono Disto Tudo, promovia sumptuosas conferências de imprensa para anunciar os ainda mais sumptuosos resultados financeiros do império que liderava.

Muitos dirão que a sua prisão, como as de Armando Vara ou José Sócrates, é sinal de que a justiça está a funcionar. O problema é quando os arguidos se multiplicam, as suspeitas se acumulam e as acusações finais não surgem rapidamente. É que na praça pública a presunção da inocência prevista na lei de pouco vale – para todos os efeitos, Salgado, Vara e Sócrates já têm o selo de culpados na testa. A justiça em Portugal é lenta e, por isso, potencialmente injusta. Como um diamante em bruto, precisa urgentemente de ser lapidada até brilhar verdadeiramente.

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