Política com naftalina

Mais uma moedinha, mais uma cronica(zinha) no Diário Económico. Sim são 800 caracteres, por isso é tudo em “inho”,  desta vez sobre a campanha eleitoral mais sem graça de todos os tempos. O cartazesgate ainda prometeu animar a coisa, e a discussão à volta dos debates também. Mas tirando isso… tudo morno. Quem diria que a emoção se iria concentrar nas presidenciais?

Cheira a mofo na campanha eleitoral. Aquele cheiro a roupa em segunda mão, usada, coçada, remendada. Já nada se inventa, já não se arrisca. Vive-se um deserto de ideias, propagado por um grupo de candidatos requentados que convidam o eleitorado a escolher entre o pouco e o nada. O discurso é tão pouco interessante e despido de soluções, que nem vintage lhe podemos chamar, sob pena de parecer trendy. A naftalina instalou-se na política portuguesa e já nem as traças lá querem estar. Vamos votar para legitimar uma democracia que se tornou cobarde, cega, injusta. Um sistema que se perpetua em jogos de poder e questiúnculas económico-financeiras, escolheu o medo como cabeça de cartaz e faz vista grossa a tragédias humanitárias que acontecem no seu quintal das traseiras. Até quando?

Crónica publicada originalmente aqui.

 

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