Viagem ao vale das camas encantadas

Fui à fábrica da Hästens, em Köping, na Suécia, e participei no processo de produção. Conheci os segredos mais íntimos da Vividus, a famosa cama mais cara do mundo. Mas, melhor que isso, dormi duas noites numa delas. A parte boa foi que dormi como um anjo. A parte má foi que que nunca mais vi a minha cama com os mesmos olhos. Que comece a poupança.

Gosto de dormir. É, talvez, aquilo que mais gosto de fazer, por muito desinteressante que isso me possa tornar. O sono é uma componente muito importante da minha vida. A qualidade – ou ausência dela – do sono de uma noite, marca o meu dia seguinte. Por isso o tema interessa-me. Investi num bom colchão. Li sobre a temperatura adequada para dormir. Gosto de comprar lençóis em algodão puro. São frescos e, quando lavados, a estrear, têm aquela sensação crispy que adoro. Tenho uma pulseira que monitoriza a qualidade do meu sono. Sei que não durmo tanto como deveria. Que as horas de sono profundo são menos que as de sono leve. E a minha almofada é a minha melhor amiga e conselheira.

Passamos mais de um terço das nossas vidas a dormir. E felizmente há gente que se preocupa com a qualidade do sono alheio. É o caso da Hästens, marca sueca de camas e colchões de luxo fundada em 1852. São aquelas, aos quadrados azuis e brancos, que toda a gente conhece por serem as mais caras do mundo.

Há muito tempo que venho a acompanhar o percurso desta marca familiar. Já tinha escrito sobre as camas, sobre a história da marca, mas nunca tinha dormido numa. E, no trabalho, tenho esta perspectiva experimentalista: como se pode escrever com propriedade sobre algo que nunca experimentámos? Sobretudo se soubermos que a Hästens tem como missão mudar a forma como as pessoas encaram o sono e levá-las a investir em qualidade de vida. Uma cama de cada vez.

Foi assim que me propus ir conhecer – em profundidade – aquilo que tem sido o motor da Hästens há mais de 160 anos: as camas, colchões, sobre-colchões e acessórios que produzem em Köping, na Suécia. O itinerário previa dois dias passados na fábrica, a conhecer cada etapa de produção e, se possível, participar no processo; dormida numa cama Hästens (um pequeno hotel em Köping tem uma Vividus, a cama topo de gama da marca, onde tive o privilégio de passar duas noites); e ainda uma passagem por Estocolmo, para visitar a nova loja, no centro, com um showroom de todas as camas que é possível ali comprar.

Na minha primeira visita à Suécia, em pleno Inverno – portanto com -3 graus de temperatura, muita neve e dias curtos (às 14h00, hora a que aterrei, o dia já caminhava para um lusco-fusco –, fui acompanhada por José Castillo, o Country Manager da Hästens para Espanha, Andorra e Portugal.

Foi ele que, depois de uma noite bem dormida na enorme Vividus – em que pude alternar entre o lado macio e o lado firme –, me conduziu pelo manto branco das estradas até à fábrica Hästens, onde o edifício me recebeu com a bandeira portuguesa hasteada e um cartaz de boas-vindas personalizado com o meu nome. Detalhes simpáticos como este, que fazem as visitas sentirem-se em casa, repetiram-se ao longo de toda a estadia. O ambiente era familiar e descontraído.

Hej hej!”, é o cumprimento que mais ouvi na Suécia. Por toda a fábrica, à chegada, “Hej hej!”. Soa como “Hey hey” e explicam-me que é o cumprimento nacional. Ao fim de umas horas, adoptei-o. “Hej hej!”, respondem-me sorridentes os funcionários com que me cruzo, vestidos com t-shirts (dentro de casa o aquecimento permite o uso de roupas leves) azuis escuras ostentando frases como como “We sleep. Do you?” ou “Crafting Sleep since 1852” e o logo Hästens, com o cavalo a galope.

Os funcionários da Hästens vestem a camisola do negócio e têm boas razões para isso. São bem tratados. A gestão tem fortes preocupações com o bem-estar dos seus recursos humanos. Age com transparência, partilhando com os funcionários os números da facturação e premiando o mérito de todos.

Linho, madeira, algodão, metal, crina de cavalo. Ingredientes que fazem das camas Hästens peças de luxo 100% natural e feito à mão.
Linho, madeira, algodão, metal, crina de cavalo. Ingredientes que fazem das camas Hästens peças de luxo 100% natural e feito à mão.

Tratar uma cama por tu

À entrada da fábrica, passamos – eu e José Castillo, o meu cicerone – por um corredor. À minha direita, a parede está forrada de molduras com a fotografia sorridente de cada empregado. Nota mental: estes senhores percebem de motivação.

Continuando pela direita, entramos na nossa primeira paragem, uma sala com um cheiro especial. A campo? A erva? A bosta de cavalo? Faz sentido que cheire assim, pois é aqui que guardam a crina de cavalo, um dos ingredientes naturais utilizados no fabrico das camas e dos sobre-colchões Hästens, que funciona como um ar-condicionado natural. Está a um canto, no chão, em enormes tranças escuras, à espera de ser pesada na enorme balança ali ao lado.

Dois funcionários da fábrica dividem-se entre os montes de crina e a balança. Sabem que para cada modelo de cama existe um peso específico de crina necessária. Cerca de dois quilos para cada lado do colchão, a não ser que se trate da Vividus, a tal onde dormi, que leva o dobro.

Uma a uma, as tranças de crina são desmanchadas e dobadas, como se fosse lã, até terem uma aparência fofa, tufada. É essa versão da crina, tipo carapinha, que vai parar aos sobre colchões, uma espécie de cobertura de colchão que se ajusta ao corpo e torna a cama ainda mais confortável.

Fui convidada a participar no processo de produção. Meti as mãos na massa... ou melhor, crina. E passei com distinção.
Fui convidada a participar no processo de produção. Meti as mãos na massa… ou melhor, crina. E passei com distinção.

Para cada sobre colchão há cerca de 5 a 6 pessoas envolvidas. Reúnem-se à volta de uma mesa e massajam a crina, para tirar borbotos, espalhá-la uniformemente, para evitar que tenha altos e baixos, que se tornam desconfortáveis mais tarde, para quem dorme lá em cima. Desta vez, a equipa teve um par de mãos extra para ajudar. Fui convidada a meter as mãos na massa – neste caso, na crina. Dei o meu melhor e, ao que consta, passei com distinção.

Os sobre-colchões são feitos numa espécie de teares. Há uma esquadria em madeira cheia de pregos afiados (é preciso ter cuidado, pois é muito fácil ferirmo-nos). Todas as camadas necessárias vão encaixar ali. Primeiro o mítico tecido aos quadrados, que tem de alinhar, na perfeição, em cima e em baixo. Depois a tela, depois lã e algodão. No meio, a crina de cavalo, perfeitamente distribuída, para não criar zonas desconfortáveis. E repete-se o algodão, a lã, a tela e o tecido do forro. Alinhavadas todas as camadas entre si, vão a coser, em máquinas de costura tradicionais, muito antigas, daquelas com o carrinho de linhas à vista.

Enquanto amassava a crina, olhei em volta e só vi pessoas felizes. A trabalhar com rapidez e eficiência, mas sempre a sorrir. Talvez contribua para isso todo o ambiente do espaço, pensado para ter luz natural, ser luminoso e arejado, ter espaços verdes lá fora – embora na Suécia se passe metade do ano na escuridão e os inversos sejam tremendamente rigorosos e frios.

Hastens Handcrafting

Um mundo de detalhes

A Hästens tem cerca de dez modelos de cama – doze, se contarmos com as redondas. Aos meus olhos, salvo algumas excepções que se distinguem com facilidade, parecem todas iguais, devido ao uso, em permanência, do patrão azul quadriculado. Os dez modelos, dividem-se por três tipologias: o escandinavo; o continental e o articulado. A principal diferença entre elas é que a primeira tem o colchão integrado no chassis, numa só peça; a continental tem o colchão à parte. A articulada é… isso mesmo, está dividida em quatro partes e movimenta-se para se ajustar à posição desejada.

No caso das camas articuladas – a Lenoria e a Novoria –, elas têm entre si diferenças a nível do chassis, da qualidade da crina utilizada e da altura das molas. Toda a electrónica é comprada fora. “Não temos know-how nessa matéria, por isso preferimos ir buscá-lo directamente a quem o tem”, explica Castillo. Os três modelos de cama escandinava são a Marquis, a Excel e a Superia. Dentro da Superia, existe ainda a Superia Redonda, igual, apenas muda a forma. Já as continentais, os modelos mais pedidos a nível mundial, são cinco: Luxuria, Auroria, Proferia (também em versão redonda), 2000T e Vividus. Todos estes modelos são produzidos na fábrica de Köping, consoante as encomendas existentes. Não há stock. Tudo o que é produzido é escoado.

Explicado isto, entramos na zona de colchões. Aqui o chão é de madeira e o espaço é mais amplo. Tem de ser, pois trabalham em linha. Há uma encomenda de um determinado número de um modelo de cama, e é apenas esse modelo que vai ser feito. O processo é fascinante. Nesta linha de montagem todos os componentes de uma cama têm uma ficha. Sabe-se sempre tudo – quando começa a ser feito, quando termina, para que país segue. Em cada caixote segue uma guia que explica tudo.

Todas as partes que constituem cada colchão vêm ordenadas. As molas – em número certo e consoante a altura e firmeza de colchão pedidas – são patenteadas, para evitar as cópias. São metidas, cada uma delas, num pequeno saco, para que o metal não corra o risco de sair da espiral e espetar quem estiver a dormir na cama.

Há molas de 6, 8 e 10 voltas, que perfazem, respectivamente, uma altura de 13, 15 e 18 centímetros. Para complicar um pouco mais o processo, cada cama pode ter duas firmezas. Um casal pode escolher dividir a cama ao meio. Ele pode preferir um colchão firme e ela um suave (como aquela em que dormi, recordam-se?). Para que os funcionários encarregues dos colchões não se percam, existe um código de cores para definir cada firmeza de colchão. Amarelo (médio), azul (firme), preto (extra-firme), lilás (suave).

Cada consumidor decide a firmeza que pretende na loja. A de Estocolmo tem um showroom muito completo. A mais recente que a marca abriu em Portugal, no Porto, também tem um sleeping spa onde os clientes podem fazer o test-drive da cama, escolher as características que melhor se lhe aplicam. No entanto, para os indecisos, a marca tem um guião que aconselha a firmeza de acordo com o peso.

Para menos de 70 quilos, aconselha-se a versão macia, firme ou média, consoante a preferência. Acima dos 70 quilos, quem gosta de camas macias deverá optar pela firmeza média. Se preferir dormir em camas duras, pode escolher a extra-firme. O preço não varia, seja qual for a firmeza escolhida.

À frente, na linha de montagem, duas pessoas entretêm-se a preencher de molas a base (há quem lhe chame chassis) de uma cama Excel. Explicam em inglês – toda a gente fala inglês fluentemente – que não há um número de molas médio previsto por colchão. O importante é que fique tudo preenchido. E os cantos são preenchidos com uma mola mais forte e uma protecção de linho grosso, para que não vão abaixo, não percam a forma.

Terminada a parte das molas, o colchão segue para uma máquina de pressão que vai espremer as molas de forma a ser possível enfiar a capa no colchão, que em seguida é fechada com um tipo de fecho que só pode ser reaberto na fábrica. “Quem abrir perde a garantia, que é de 25 anos”, avisa Castillo.

Já com a capa enfiada, o colchão fica ao alto, entre duas paredes de acrílico transparente com buracos estrategicamente colocados. Duas pessoas, uma de cada lado do colchão, seguem um guião para, com recurso a agulhas de tamanho gigantesco (30 centímetros, pelo menos), atravessar o colchão com linha e rematá-lo com uma borla de algodão que ajusta assim que o colchão deixar de ser prensado. A ideia é fixar as molas e os restantes componentes – a crina de cavalo e o linho – no seu lugar, para não andarem a migrar pelo colchão, com os anos de utilização. Se é para durar 25 anos, tem de estar prefeito – o tempo todo.

Antes de soar a toque para o almoço, ainda vamos a tempo de subir ao primeiro andar, para visitar a área dos tecidos. É ali, naquela sala cheia de estiradores altos ocupados 100% por mulheres, que começa todo o processo. É ali que é feito o puzzle de corte, tudo em pedaços rigorosamente medidos. A dificuldade acrescida está no casamento entre os quadrados. Um trabalho desafiante.

Baby Bed

A um canto, um homem, o único naquele espaço, acaba os remates de um sobre colchão muito pequeno. “É para um bebé”, esclarece o nosso guia. Tem o tamanho standard de um berço e, claro, os quadrados azuis e brancos da ordem.

Mas se tínhamos a ideia de que as camas Hästens têm de ser obrigatoriamente azuis aos quadrados, podemos deixá-la de lado de hoje em diante. Há quadrados, mas também há tecidos lisos (ou com o quadriculado disfarçado pelo facto de o tecido ser monocromático) numa variedade de cores estonteante. Há um virginal todo branco, ou um trendy em preto integral. Há dourado, ou champanhe, como ali lhe chamam – um favorito nos mercados chinês e russo. Azul claro, ganga, cor-de-rosa, encarnado, verde… Nas estantes vêem-se também algumas amostras do S12, o tecido mais antigo da casa – que também não tem quadrados.

Pausa para almoço. A fábrica esvazia. Todos se dirigem ordeiramente para a sala de refeitório onde há vários frigoríficos e micro-ondas. Os lugares já são fixos e têm os objectos pessoais dos trabalhadores: um porta-moedas, uma caneca para o chá, um baralho de cartas. Há vários baralhos de cartas, aliás. Castillo explica que é normal, nas pausas muitos entretêm-se a jogar às cartas.

Na parede central do refeitório estão afixadas algumas folhas de papel A4 cheias de contas e números. “É a nossa facturação de cada mês, actualizada dia a dia”, explicam-me. Como? “Sim, os trabalhadores todos sabem como está a correr o negócio. Conhecem os objectivos e trabalham em função deles. E ganham um extra, todos os meses, que depende da facturação. É uma boa forma de envolver toda a gente na empresa, de fazer com que todos vistam a camisola e trabalhem pelo bem comum”. Saio do refeitório abananada, a pensar porque é que não existe disto em Portugal…

 

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Tentei ficar acordada na Vividus. Falhei.

O slogan da cama mais cara da Hästens é “Tente ficar acordado numa Vividus”. Eu tentei, juro que tentei, em nome do rigor jornalístico. Mas não consegui. Que cama é esta?

Uma pessoa faz planos. Leva um livro. O computador portátil. O frio e a escuridão que se sente na rua ajuda, puxa-nos para dentro de casa. Para dentro da cama. Tive-a só para mim durante duas noites. Prometi que lhe tirava as medidas convenientemente logo na primeira noite, antes de conhecer todos os segredos dela. Mas, possivelmente por ter acordado muito cedo para a viagem, a Vividus levou a melhor ao fim de cinco minutos e o meu relato sobre a experiência de dormir numa Vividus resume-se a zzzzzzzzzzz.

Em abono da verdade – e da qualidade da cama – em ambas as noites dormi como um anjo. E acordei descansada, sem dores de costas nem torcicolos, apenas indecisa sobre a firmeza de que mais gostei. Estou acostumada a camas duras. Dizem que é normal nos países do sul, mais quentes. Mas a versão macia foi uma surpresa. Afundei-me nela, a cama abraçou-me como se fosse um ninho. Acho que foi a explicação para o apagão que se deu no meu cérebro naquelas duas noites.

Mas voltando ao trabalho… ao chegar à oficina Vividus, à porta fechada, com uma equipa de sete pessoas a trabalhar ali em exclusividade, percebi que a Vividus tem um lugar especial no coração desta fábrica.

As características técnicas da cama estão guardadas a sete chaves. Mesmo no durante a minha visita, fui proibida de fotografar a oficina onde são produzidos aqueles mais de 60 mil euros de cama. “É uma cama especial. Tem as suas próprias ferramentas e tem uma equipa que lhe é dedicada em exclusivo”, conta-me Jon Erik, o chefe da equipa, que já trabalha na Hästens há 29 anos.

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Para fazer a Vividus, começa-se pelo estrado da cama (a base), feito em madeira de pinho e carvalho. Não se usam pregos, recorre-se à técnica de encaixe de carpintaria, que fica colada e tem a garantia de nunca se desmontar. Uma vez pronto, o estrado é coberto por um tecido guarda-pó, afixado com pequenos pregos. A seguir, começa a preencher-se o estrado com molas, segundo uma técnica antiga com que se construíam sofás no passado. Cada mola é enfiada à mão e depois cosida com um fio. Terminada esta etapa, a camada de molas é coberta com linho – que insonoriza e retira a electricidade estática – para, em seguida, levar por cima um segundo sistema de molas, que podem ter entre 7 a dez centímetros. Volta a rematar com linho, leva crina de cavalo para respirar, e lã e algodão para finalizar, embebidos numa mistura anti-fogo mas sem químicos.

É uma tarefa demorada, mas na oficina Vividus, o tempo é o que menos importa. Cada cama leva o tempo que demorar a ser concluída. Para quem liga a essas coisas da contabilidade, são entre 140 a 160 horas de trabalho.

Os pés podem ser escolhidos – aliás, na Vividus tudo pode ser personalizado. Há-os em alumínio ou em carvalho. Uma vez aplicados, é preciso esperar duas horas para que a cola seque. Até os pregos são postos de forma diferente. Não são pregados, o que deixaria marcas na madeira e no tecido. São colocados através da pressão.

Passamos então ao colchão. O sistema de molas – mais um – é integralmente forrado com linho. E a crina de cavalo entra duas vezes de cada lado do colchão. É tanta a crina utilizada na Vividus – são 52 tranças – que, uma pessoa sozinha, leva 7 dias a separar à mão a crina necessária para apenas uma cama.

Entretanto vai-se bordando o nome da cama no tecido escolhido para forrar e são precisos dois dias para coser o colchão inteiro antes de levar o forro.

Também este é diferente. É mais espesso – tem de ser muito forte, para não arredondar nos cantos com o peso. Claro, os quadrados têm de bater certo, tanto de um lado como do outro, por isso é um trabalho que requer atenção, conhecimento – e algum desperdício de tecido. Com a Vividus é tudo mais minucioso. Pelo preço que se paga, tudo tem de estar perfeito.

[Reportagem publicada na edição nº130 da Fora de Série de 11 de Setembro de 2015]

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2 comentários

  1. Parabéns.

    Gostei muito do “post”. Desconhecia por completo esta cama. Lá vou eu ter que economizar – ainda mais – para um dia, quem sabe?
    E vou tentar, nessa altura, conseguir outros prazeres em cima da mesma, antes do KO do “Vitinho”.

    Quanto ao Blogue…visita obrigatória!

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