Toma, que é para não seres armada em boa!

Ai.

Podia resumir-se assim o dia. Dores em quase todos os músculos do corpo. Se arrependimento matasse… Pois se uma mulher faz uma pausa no exercício físico – durante uns meses. Vá, um ano… – para se matar a trabalhar, devia ter a inteligência de perceber que, quando recomeça, não deve atacar o pote todo de uma vez. Mas é nestas alturas que o cabelo loiro me trai.

A Jessica Augusto liderou a corrida. E chegou tipo um dia antes de mim...
A Jessica Augusto liderou a corrida. E chegou à meta tipo um dia antes de mim…

A Nike abre uma loja de corrida no Colombo e convida-me para uma corridinha nocturna, um treino levezinho, apadrinhado pela Jessica Augusto. Era aqui que deviam ter soado as campainhas. Mas não. Então, eu até já corri. Já corri mais-ou-menos a sério – nada de maratonas, é certo, mas para quem ficava com dores-de-burro ao fim de 30 segundos de trote, correr uma hora seguida sem parar, fazer 15 quilómetros com uma perna às costas, já é uma coisa mais-ou-menos séria. Mas isso foi há três anos, que se tornaram uma eternidade quando deixei de correr de forma regular.

O tiro da partida. Ali no canto esquerdo ainda não tinha tido tempo para perceber no que me tinha metido.
O tiro da partida. Ali no canto esquerdo ainda não tinha tido tempo para perceber no que me tinha metido.

Mas claro, aceitei. Vamos a isso, que não me assusto com facilidade! Deram-me uma camisola azul turquesa e juntaram-me com um grupo de jornalistas e bloggers. Fomos a blue team e, contagiada pela energia reinante, até me esqueci da semana que estava a ter: noites de três horas, viagens, um curso intensivo a começar… E um sedentarismo de meses instalado em todos os músculos.

Pode não se notar, mas depois destes seis quilómetros estou mais que morta. Por alguma razão estou sentada. Quase foi preciso uma grua para me tirar dali.
Pode não se notar, mas depois destes seis quilómetros estou mais que morta. Por alguma razão estou sentada. Quase foi preciso uma grua para me tirar dali.

Feito o aquecimento e dado o sinal de partida, descubro toda a verdade. Estou a arfar ao fim de um minuto. “São só 6 km!”, diz um coach que passa por mim como uma flecha. 6 km. SEIS QUILÓMETROS?! Mas está tudo doido? Eu não chego ao fim do primeiro sem morrer. E foi assim, com este pensamento positivo que me arrastei pelas ruas da Quinta da Luz até Telheiras e voltei, atrás – muito atrás – da Jessica Augusto e do restante grupo, a ser incentivada por três monitores que ficaram para trás com o papel ingrato de serem carros-vassoura. Fui a última. Fui mesmo a última. E a decisão está tomada. Em Novembro vou voltar à actividade física. Ou não me chame Rita! Watch me.

Nike Run

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