O blogger Miguel Stanley

Conheci o Miguel Stanley há mais de dez anos. Era um amigo da família e rapidamente tornou-se também num amigo e no meu dentista de eleição, aquele em quem confio para cuidar do meu sorriso. Vivi com ele um episódio que nunca vou esquecer. Estava grávida de sete meses e comecei com umas dores de dentes insuportáveis. Dois ben-u-rons depois (sim, a gravidez é ingrata em matéria de drogas…), e com as dores a triplicar, decidi pedir ajuda. Liguei ao Miguel e expliquei-lhe o que se passava. Disse-me para correr para o consultório dele, que me recebia nessa mesma tarde.

Quando lá cheguei, tinha-o a ele e a metade da equipa à minha espera. Rapidamente concluíram que se tratava de um dente que eu andava a tratar antes de engravidar e cujo tratamento tive de interromper entretanto. Mais de 30 semanas depois, o dente voltava a dar sinal de vida – e o facto de não me poder entupir em analgésicos era assustador.

A equipa decidiu que o dente teria de ir fora. A lesão já era grande e começava a atingir o dente do lado. Tomar antibiótico estava fora de questão e por isso decidiu-se atacar o mal pela raiz. Literalmente. Como anestesia também estava fora de questão, o plano de ataque era simples: fazer tudo muito rapidamente. O Miguel explicou-me tudo o que se iria passar. Extracção-limpeza-colocação de implante. Tudo em tempo recorde, para que a dor – impossível de evitar – fosse, pelo menos, rápida.

E assim foi. Não quero exagerar, porque já passaram mais de seis anos e o meu discernimento podia estar toldado pelo medo de alguma coisa acontecer ao meu bebé, dado o nível de stress em que eu estava. Mas em menos de cinco minutos o dente-mau estava fora da minha boca, a inflamação toda limpa e aspirada e no lugar do dente já tinha um parafuso implantado que, meses depois, levaria uma bonita coroa por cima e seria como se nada tivesse acontecido.

Também não vou mentir: não foi pêra doce. Doeu para caramba, para não dizer pior. Doeu durante três dias, chorei como uma Madalena e todos os palavrões que me ocorreram chamei-os, ininterruptamente, ao ben-u-ron por ser tão eficaz para as dores como água. [Atenção: Não tenho absolutamente nada contra este medicamento, antes pelo contrário, tenho-o sempre por perto para situações de febre, dores de cabeça e coisas do género. Mas convenhamos que não é o mais eficaz no combate a dores de dentes mortíferas, como era este caso…] Mas depois ficou tudo bem. O meu bebé não se ressentiu desta aventura. E ficarei sempre agradecida ao Miguel por me ter salvo daquele aperto da forma mais profissional que soube. Não se cansou de ligar, todos os dias, para saber como estávamos, eu e o pequeno Rodrigo.

O Miguel Stanley agora tem um blog. Não é bem um blog, é mais que isso, é um canal onde ele, o médico dentista que mais se destacou nos últimos anos em Portugal, fala dos seus projectos, revela alguns detalhes sobre o seu estilo de vida, as viagens com a sua mulher linda (a modelo russa Sasha Beznosyuk) e as que faz em trabalho, como orador em palestras pelo mundo fora, a falar da importância do sorriso na felicidade das pessoas. É também neste espaço que o Miguel mostra ainda a sua faceta mais solidária, ao empenhar-se no projecto “O que te faz sorrir?”. A ideia é envolver pessoas conhecidas para ajudar quem mais precisa. O Miguel convidou a primeira, a actriz e sua amiga Sara Matos, que deixou no blog um depoimento em vídeo sobre o que a faz sorrir. Depois ela escolheu uma instituição para fazer um donativo e nomeou o cineasta Leonel Vieira para este contar o que o faz sorrir e assim manter viva esta cadeia solidária. Parabéns pela ideia que certamente fará sorrir muita gente! É um blog a seguir.

Miguel Stanley

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