Portas Presidente?

Aqui vai mais uma crónica, daquelas em que me divirto a misturar a actualidade política e económica com uns pózinhos de lifestyle. Desta vez, a vítima é Paulo Portas – não tão vítima assim! Acabado de sair do Governo, o que vai acontecer ao líder do CDS? Há quem ache que Portas se prepara para voos mais altos. Será?

“Sliding Doors” (“Instantes Decisivos”, em português), um filme de Peter Howitt de 1998, mostra como uma simples decisão nos pode mudar a vida. Neste filme, acompanhamos em simultâneo o destino de uma Gwyneth Palthrow que apanha um comboio e outra que não apanha. Um segundo. Uma decisão. Uma porta que pode conduzir a mudanças catastróficas. Ou gloriosas. Paulo Portas está nessa estação. Tem o comboio à sua frente, com as portas abertas. Se optar por ficar – na liderança do CDS –, tentará regressar, junto de Passos Coelho, ao lugar onde já foi feliz: ao Poder. Nada é garantido, nem sempre a história se repete. O próximo Presidente da República – presume-se que seja Marcelo – pode nem sequer convocar eleições. E, se o fizer, não se sabe quando o fará e nada garante que a coligação ganhe. Se entrar na carruagem, Portas poderá ter Belém como destino final. Especula-se que pondera não se candidatar à liderança do CDS no próximo congresso. E se assim for, tem cinco anos – pelo menos – para preparar o terreno para ser o candidato da Direita ao lugar de Marcelo. São instantes decisivos para Portas. Ou apanha o comboio para Belém, ainda que só saia daqui a uma ou duas estações, ou fica na gare e faz o caminho das pedras. Que pode não o levar a parte nenhuma.

Crónica originalmente publicada aqui.

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