About last night

Há uma parte do meu trabalho que não tem preço. Que eu agradeço todos os dias o privilégio de a poder desfrutar. Que faz valer a pena tudo o resto. Refiro-me às oportunidades que tenho, no exercício da minha profissão, de viver experiências únicas, exclusivas, que eu nunca viveria se não fosse em reportagem, para ver e contar, a definição mais pura do nome deste blog. A última dessas experiências foi ontem. Vir a Paris, mesmo com -3 graus, é sempre uma festa. Se juntarmos a esta cidade mágica uma festa no Louvre com direito a visita privada a uma das alas do museu, então está ganho o mês.

O Boca de Sapo é agora DS e já não é Citroën. Mas continua inovador.
O Boca de Sapo é agora DS e já não é Citroën. Mas continua inovador.
Uma amostra do novo DS3, que chega a Portugal em Abril. O modelo Performance foi o meu preferido - sempre gostei de desportivos.
Uma amostra do novo DS3, que chega a Portugal em Abril. O modelo Performance foi o meu preferido – sempre gostei de desportivos.

A festa foi a apresentação do novíssimo DS3 – lembram-se do velhinho mas super inovador Boca de Sapo da Citroën? Pois bem, 60 anos depois ele emancipou-se, chama-se DS e este é o segundo modelo que lança desde a sua nova vida. O DS3 só vai chegar a Portugal em Abril e a seu tempo hei-de escrever sobre ele, até porque me ficou debaixo de olho [eu que sou adepta de carros pequeninos dou por mim a desejar trocar o meu Smart velhote pelo muito racing DS3 Performance, com o tejadilho dourado e tatuagens na pintura…] Mas, dizia eu, a festa aconteceu na maravilhosa pirâmide do Louvre. O sítio certo para uma marca automóvel que se afirma como o expoente máximo – sobre rodas – do chic parisienne apresentar as suas novidades e, em seguida, convidar os presentes para uma visita privada à ala Denon, a mais popular, porque é lá que “vive” La Gioconda, a tão famosa Monalisa de Leonardo DaVinci; ou esculturas como a Vénus de Milo e a Vitória de Samocrácia. 

Vista para a pirâmide, iluminada pelo raio de Claud Lévêque.
Vista para a pirâmide, iluminada pelo raio de Claud Lévêque.
A Vitória de Samocrácia dá as boas vindas, logo à entrada.
A Vitória de Samocrácia dá as boas vindas, logo à entrada.
Esta pintura de grande formato de Veronese está na parede oposta à onde se encontra a Monalisa. Dá para ver o tamanho da coisa...
Esta pintura de grande formato de Veronese está na parede oposta à onde se encontra a Monalisa. Dá para ver o tamanho da coisa…

Tive a sorte de já ter passado várias horas da minha vida nas três alas do museu e de ter visto quase tudo o que havia para ver. Nenhuma dessas idas ao Louvre aconteceu com os corredores vazios de turistas, silenciosos, sem ter de esperar para me aproximar e poder ler o que diz a placa. A primeira vez que vi a Monalisa quase fui espezinhada por um bando de japoneses de máquina fotográfica em punho. Ontem passei um bom tempo praticamente sozinha com a pintura mais célebre de Da Vinci. Até deu para fazer uma selfie para a posteridade! Na parede em frente pude demorar-me nos detalhes do Wedding Feast at Cana, uma gigantesca tela de Veronese que cobriria a totalidade da minha sala (e teria de ficar deitada no chão…).

Saí dali consolada, saciada de arte, mas ainda assim arranjei espaço para as iguarias da Fauchon, que serviu o cocktail. Obrigada à DS, uma marca nova que promete continuar a fazer alta-costura aplicada a carros. Consta que a marca já está a trabalhar numa parceria com a casa Givenchy. Quem sabe não vai ser esse o substituto do meu Smart?

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